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751 vizualizaçõesProcura-se um Pai

domingo, 9 agosto , 2009 • Categoria: Editoriais Internos (Boletim)

Hoje é Dia dos Pais e, quanto a mim, toda vez que esse dia chega eu não tenho como me lembrar do meu, digo lembrar porque é tudo que posso ter dele hoje, lembrança, uma vez que ele já está com o Senhor. Tal lembrança, que no meu caso, aliás, é contínua, me traz muita alegria porque as lembranças que tenho são de um pai que foi pai de verdade e como tal, mesmo “depois de morto ainda fala”/vive em mim. Tenho percebido e testemunhado nas minhas atividades pastorais, nos meus encontros com pessoas e famílias, em atendimentos em gabinetes e, também, na simples observação do tempo presente que o que tenho de meu pai, falecido, é mais precioso do que muitos filhos têm de seus pais vivos. Do meu, como já disse, tenho, apenas, lembrança, todavia, muitos filhos não têm nada de seus pais vivos, nem mesmo lembrança. Sou órfão, sim, mas um órfão de verdade pois o meu pai já não vive, todavia há hoje muitos órfãos de mentira, pois são órfãos de pais vivos e tal orfandade causa um dano muito maior a alma dos filhos do que a orfandade de verdade. O que estou dizendo é que o órfão de pai morto sofre menos do que o órfão de pai vivo, estou dizendo que é melhor um pai ausente, ausente do que um pai ausente, presente. Penso que esta qualidade de vida desumanizada, corrupta, promiscua e violenta que vivemos hoje, tem a ver com uma geração composta de filhos de pais ausentes/presentes, tem a ver com uma geração órfã de pais vivos.

Procura-se um pai, eis o grito dessa geração. Que tipo de pai? Um pai presente, diria eu. Um pai presente tem a ver com:

1) Presença Geográfica. Isto é, ser acessível. Mostrar ao filho que a porta está aberta. Mostrar, na prática, que a presença do filho é bem vinda. É provar ao filho que ele tem em seu pai um amigo melhor e mais fiel do que a rapaziada da rua, da escola, da faculdade, do trabalho e até da igreja. É deixar claro que, ainda que muito ocupado, você está lá, suprindo todas as necessidades, seja através da mãe, a qual você trata muitíssimo bem, com amor e honra, ou quem sabe, através de um telefonema ou até mesmo de um e-mail e, sobretudo, fazendo valer a pena o pouco tempo disponível. Em resumo…quem está vivo aparece, dá sinal de vida, participa. Procura-se um pai assim.

2) Amizade, e amigos não abandonam nunca, vou repetir, NUNCA. Ser amigo não é exercer autoridade, ser amigo é compartilhar a essência. Ser amigo é ser com. Ser amigo é ser resposta e remédio às mazelas advindas da solidão, sim, pois o que mata a solidão não é a presença pura e simples, o que mata a solidão é a intimidade. Procura-se um pai assim.

3) Provisão. Mas…antes de falar de provisão, deixe-me lembrar que o homem é um ser bio/psiquico/espiritual, portanto, “a gente não quer só comida…”

Logo, falar de provisão, tem a ver com o suprimento para o homem todo. Para o Bio; comida, bebida, diversão e arte. Para o Psiquico; afetos, respeito, honra e distinção. Para o Espírito; Pão e Água (João 6;35 / 7:37-38). Pai é aquele que mostra o Caminho, que diz quem é a Verdade, e, com a própria vida, apresenta ao filho Aquele que é a Vida em Si, JESUS. Pai é o que vê o filho integralmente. Procura-se um pai assim.

SEJA ESSE PAI PARA O SEU FILHO. Parabéns pelo seu dia. Que Papai do Céu nos abençoe. Paz.

Pr. Neil Barreto, papai (apaixonado) de Thamara e Thais.

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  • Sarah

    pois é….procuramos um pai.
    PROCURA-SE UM PAI

    Procura-se um pai: não importa se for branco, preto, amarelo ou vermelho; apenas que faça da minha cor a sua raça.

    Procura-se um pai: não importa se for alto e magro, baixo e gordo ou de outra forma qualquer; apenas que seja o escudo para o meu frágil corpo.

    Procura-se um pai: não importa se for economista, comerciante, doutor, operário; ou outra profissão qualquer; apenas que me dê o mínimo para eu não morrer de fome.

    Procura-se um pai: não importa se gostar de futebol, basquete, tênis, natação, ou outro esporte qualquer; apenas que uma vez ou outra, chute uma bola comigo.

    Procura-se um pai: não importa se tenha olhos claros ou escuros, dentes brancos ou não, seja como for; apenas que algumas vezes tenha um sorriso para mim.

    Procura-se um pai: não importa se perfeito, forte, fraco ou faltando um pedaço; apenas que de vez em quando possa me escutar e me ensinar.

    Procura-se um pai: não importa como ele seja, apenas que não seja como foi o meu pai, que me abandonou, antes mesmo d’ eu nascer.

    Este é o testemunho de um menino de rua que agora repousa nos braços do Pai Celestial.

    (Celso Condurú Andrette)

    Não sou uma menina de rua como este, mas deixo a mensagem e apenas complemento os ditos acima, não sabemos o que é um pai mas achamos que essa palavra pai, é que falta.