3.023 vizualizaçõesVida cheia de vida: Quando a caminhada vale a pena
No momento em que você lê este editorial (domingo,06/09) eu e minha esposa Andréa estamos bem longe, estamos em Nova York, EUA.
Duas foram as razões que nos trouxeram aqui: a Primeira, foi um convite da PIB de New York (Que custeou a nossa vinda) para ministrar em um de seus congressos e, segunda, a comemoração do nosso vigésimo primeiro aniversário de casamento, sim, completamos 21 anos de casados no último dia 03.
Pregar em congressos é algo que eu faço, regularmente, a 20 anos. Em algumas vezes, prego todos os dias da semana e em estados diferentes, ou seja, numa semana já pude estar em sete estados da federação ministrando, todavia, comemorar 21 anos de casado é algo singular, nunca experimentei isso nem mais o farei.
Nos dias de hoje é feito raro, quase inacreditável. Se assim o é, fica claro e evidente que aqui estou (em New York), muito mais para comemorar do que para ministrar, sim, co-me-mo-rar, eu quero comemorar, eu vou comemorar, eu estou co-me-mo-ran-do. Por que o faço?
Primeiro: porque estou casado com quem estou casado. Em dias em que nos encontramos com pessoas tão desesperadas para casar, pessoas que pelo desespero imaginam (equivocadamente) que casamento traz felicidade, eu celebro o fato não de ter casado, mas, de ter casado com quem casei. Não é o casamento que traz felicidade, é o cônjuge com o qual casamos, não é a entidade “casamento”, é o encontro conjugal que nos levou a ele, não é o papel assinado e sim a conluio de quem o assina. O casamento é a recompensa dos felizes e não a esperança de felicidade dos infelizes.Eu casei com a Andréa e é por causa dela que eu celebro o fato de ter casado.
Segundo: porque tendo casado com quem casei, me tornei quem eu sou. Em dias em que a humanidade sofre de tão baixa alto-estima ( a prova disso é a sua impressionante capacidade de auto destruição) eu, enquanto individuo, remo contra a maré. Amo ser quem sou , como sou e o que faço. Como já aprendemos, nós somos o resultado de nossos encontros, de nossas relações, logo, ter-me encontrado com Andréa tão cedo foi crucial para minha formação humana, psíquica e espiritual.
Não quero parecer soberbo com essa minha alto-estima, não é minha intenção, quero, apenas, registrar que o que sou não foi construído por mim apenas, e sim por esta, que eu chamo de meu “eu” outro, chamada Andréa. O que quero, com esta revelação, é expressar gratidão a ela por isso e dizer que, se de alguma forma sou benção na vida de pessoas, o mérito não é só meu, é dela também pois sou o resultado do meu encontro com ela e terceiro: porque tendo nos tornado quem somos em nosso encontro, geramos o que geramos, uma família linda e abençoada com a chegada de nossos maiores bens, Thamara e Thais.
Em tempos em que a família é tão solapada, vilipendiada e desvalorizada em função do hedonismo de uma sociedade vazia e performática, ter uma família saudável é estar de posse de um dos mais necessários e raros milagres. Digo dos mais necessários porque,dificilmente, um outro milagre na vida conseguirá gerar alegria em nós, se de alguma forma fracassarmos em família, afinal, como disse alguém; “nenhum sucesso na vida compensa o fracasso no lar”. O meu Deus é um Deus de Milagres.
Por essas e outras razões eu comemoro 21 anos de casado.
Agradeço à minha amada igreja pelo carinho e pelo privilégio de servir a Deus junto aos irmãos que compõem a minha família espiritual. Lembrem-se de nós em vossa oração!
A todos, um abençoado dia do Senhor. Paz.


