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quarta-feira, 4 novembro , 2009 • Categoria: Saúde para o mundo
Foto: Gordo

O que é a obesidade?

O problema da obesidade tem assumido, nos últimos anos, proporções alarmantes, dado o aumento vertiginoso em sua incidência, tanto em países desenvolvidos, como aqueles ditos em desenvolvimento, como no caso do Brasil.

A definição mais abrangente de obesidade leva em conta justamente o acúmulo demasiado de gordura de modo a comprometer a saúde do indivíduo, entendido no seu conceito de bem estar bio-psico-social.

Estima-se que cerca de 40% da população mundial esteja acima do peso (levando-se em conta o IMC = índice de massa corpórea, que é obtido por uma simples fórmula matemática “peso / altura ao quadrado”). A faixa de normalidade representa o IMC entre 20 e 25 kg/m² e o sobrepeso entre 25 e 30 kg/m². Já a obesidade é representada quando este índice está acima de 30 kg/m².

É freqüente a associação com doenças inter-relacionadas, que são provocadas ou agravadas pela obesidade e que melhoram com a redução e controle do peso. Dentre as principais co-morbidades destacam-se a diabetes, hipertensão arterial e as dislipidemias, que constituem um conjunto de fatores de risco cardio-vascular, relacionados especialmente à deposição de gordura abdominal, denominado de síndrome metabólica.

Quais as causas?

Vários fatores estão implicados, mas provavelmente a combinação do sedentarismo e a ingestão de alimentos altamente calóricos têm desempenhado o papel mais relevante. E esses alimentos (doces, massas, farináceos e vários outros carboidratos e gorduras) têm custo menor do que outros alimentos de melhor valor nutritivo, como proteínas, verduras e frutas. Então este impacto na condição nutricional estabelece-se já na infância, o que tem contribuído decisivamente no aumento da obesidade na população mais jovem. O fator genético consiste em um fator de predisponibilidade ao desenvolvimento da obesidade, interagindo com todos os demais fatores no desencadeamento progressivo de acúmulo de gordura. O componente psicológico também desempenha um papel decisivo, principalmente nos campos relativos à imagem corporal e principalmente nos aspectos relacionados à compulsão alimentar.

Quais os tratamentos?

Ganham relevância os programas educacionais que tentam imprimir hábitos saudáveis de natureza alimentar, especialmente na população infanto-juvenil. As principais formas de tratamento envolvem uma avaliação clínica especializada de natureza endocrinológica, com proposta de orientação nutricional, apoio psicológico e tratamento medicamentoso selecionado.

Nas formas mais graves, o tratamento clínico é complexo e na maioria das vezes ineficiente. Nos casos de obesidade muito acentuada, conhecida como obesidade mórbida, à indicação para o tratamento cirúrgico já está bem estabelecida. A cirurgia tem proporcionado excelentes resultados no que concerne à manutenção da perda de peso em níveis aceitáveis. Mesmo dentre aqueles que têm re-ganhado uma fração de peso, a grande maioria não volta a atingir os níveis prévios de morbidez. No entanto, no tratamento cirúrgico existem riscos para complicações, sejam de natureza clínica ou cirúrgica.

Por fim, é fundamental a difusão do conceito de que obesidade é uma doença, e como tal deve ser prevenida ou tratada precocemente.

Existe prevenção?

A principal forma de evitar-se a obesidade é uma conscientização precoce dos seus riscos inerentes, adotando-se medidas de ordem comportamental que têm impacto decisivo neste processo.

Escrito por Dr. Marco Aurelio Santo
fonte:www.idmed.com


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