542 vizualizaçõesRecuperando Nossa Rota
Somos impotentes quanto às expectativas que os outros têm de nós. Não podemos controlar o que os outros esperam que sejamos ou façamos. Geralmente as antipatias nascem da frustração que outro teve a nosso respeito. Se nos enquadrarmos dentro do “esquema mental” dos outros, receberemos deles a aprovação; se não, seremos odiados e rejeitados. Durante o decorrer da vida, as pessoas podem exigir de nós tempo, talento, energia, dinheiro e emoções. Não temos de dizer sim a todos esses pedidos. Temos que saber avaliar se tais requisições de fato são necessárias e produtivas tanto para nós, como para o que solicita. O grande problema é a maldita culpa que sentimos quando não correspondemos às expectativas. Nossos filhos são os que mais sofrem com isso. E porque também fomos filhos, ainda hoje alguns sofrem. É como se papai e mamãe, mesmo depois de mortos em alguns casos, continuassem a nos “enquadrar”. Ainda mais quando usam aquela velha e infalível frase: ” Mas onde está o amor cristão? ” Pois é, em nome do amor cristão, você se deixa escravizar por filhos, marido, esposa, cunhado, avó, mãe, pai, irmãos, pastor e tantos outros, por não conseguir dizer não. Entenda, não temos de passar nossa vida reagindo aos outros e ao curso que prefeririam que tomássemos em nossa vida.
Podemos estabelecer limites saudáveis, limites firmes a respeito do que queremos, de nossos sentimentos e direitos. Podemos estabelecer objetivos e direções para a nossa própria existência, sem que os outros vivam nos controlando o tempo todo. Nossa vida nos pertence. Não há problema algum deixar que as pessoas gerem expectativas a nosso respeito, elas sempre o farão. Faz parte da existência. Não podemos mudar os sentimentos das pessoas, nem mesmo aquilo que elas pensam de nós. A verdadeira liberdade é aquela que nos faz saber quem somos a cada dia. Nunca sofra por não ter “correspondido” à expectativa de um amigo, familiar ou irmão, quem quer que sejam. Não somos perfeitos. tire da cabeça essa idéia de marido ideal, esposa ideal, filho ideal, cristão ideal ou qualquer personagem ideal. É claro que quem busca sabedoria na vida procura se reequilibrar a todo instante, amando a si mesmo e ao próximo, querendo para os outros o mesmo que quer para si. Mas isso não significa que temos que nos anular para viver uma vida que não é a nossa. Nem marido e mulher devem viver assim, pois a família deveria ser o único ambiente onde pudéssemos ser nós mesmos. Talvez para alguns, de tão acostumados que estão a viver nessa co-dependência, de tão confortáveis que estão com o controle e com os lucros emocionais e financeiros que ele traz, ler estas linhas, lhes redundará em desconforto. Tudo bem, quem disse que é fácil?
Pense nisso com carinho, se achar que foi útil, guarde e pratique, se não, descarte!
Um Domingo abençoado!
A Verdade está lá fora!
Pr. Isaías Marcello


