841 vizualizações20 Anos de ordenação pastoral
Como todos sabem, na próxima quarta feira, 01 de setembro, completo, pela misericórdia de Deus, duas décadas de consagração ao ministério pastoral. Fazer aniversário é sempre bom, afinal, isso quer dizer que estamos vivos, não é mesmo? Isso, por si só, já seria razão suficiente para comemorações, pois a vida é a maior dádiva que temos recebido de Deus; “…Vim para que tivessem vida…”, Foi o que Ele disse sobre a Sua missão. Todavia, além do fato de estar vivo, tenho outros motivos para celebrar esses 20 anos e gostaria de compartilhar alguns com vocês:
1) Celebro porque mesmo depois de 20 anos ainda sou Neil, diria mais, sou mais Neil agora do que há 20 anos atrás, ou seja, o “Pr” não matou o homem que há em mim. Para alguns, talvez não fique claro o que estou dizendo; explico: Tenho visto tantos homens de Deus que depois que são investidos desse título, o pastoral, se transformam, pior, se deformam. É como se o título mudasse sua essência, o que não é verdade. O título lhes rouba a humanidade, a simplicidade, a identidade. Suas vidas agora, giram em torno do “Pr”, seu comportamento, sua indumentária, seus sentimentos, seus relacionamentos, ou seja, o “Pr” os seqüestram, o “Pr” mata o homem que há neles. Portanto, estou celebrando o fato de poder ser EU mesmo sendo pastor por tanto tempo.
2) Celebro porque mesmo depois de tanto tempo ainda tenho sonhos, muitos sonhos, ou seja, o “Pr” não me roubou o encanto. Digo isso porque trabalhar com gente hoje é, assustadoramente frustrante, desalentador, logo, nessa função é muito comum perder o encanto. Como pastor, trabalhamos com a essência do homem, muito mais do que com a aparência. Quando alguém entra no gabinete o faz para contar as derrotas e não as vitórias, o faz para revelar o que não pode fazê-lo à ninguém, a essência. Se o que vemos com os olhos na sociedade já é amedrontador, imagina descobrindo o que está dentro de cada um desses seres sociais chamados de gente. Bem, a despeito dessa “feiúra” toda, ainda creio em mudanças, ainda sonho com o melhor, ainda carrego minhas utopias. O homem morre não quando a morte chega e sim quando os sonhos se vão.
3) Celebro porque mesmo depois de 20 anos, o meu Deus continua o mesmo, ou seja, “mamon” não conseguiu me seqüestrar. Não preciso dizer nada aqui, não é verdade? Grande parte dos que pregam hoje foram seqüestrados por “mamon”, entidade símbolo da riqueza, da ganância, da ostentação. Os que por ele são seqüestrados transformam a igreja de Deus em negócio, Sua Palavra em business, Seu povo em consumidores. Celebro porque meu Deus continua sendo Jeová-Jire e,
4) Celebro porque apesar de ser pastor há 20 anos, minha família continua linda e verdadeiramente saudável, ou seja, A Noiva de Cristo não conseguiu adoecer a minha noiva (Quem tem entendimento, entenda).
Eu poderia dar muitas outras razões para celebrar, todavia, por falta de espaço, paro por aqui. Daqui em diante gostaria, portanto, de convidá-los para virem celebrar comigo, afinal, de que adianta tantas vitórias se não temos com quem compartilhá-las? Outrossim, se tenho tais razões para comemorar, em parte, devo à vocês que compõem a essa linda e abençoada família chamada Igreja Batista Betânia. Como tenho dito, somos o resultado de nossos relacionamentos, logo, se sou o que sou, o sou por me relacionar com vocês. Muito obrigado pelo carinho, muito obrigado pelas orações, muito obrigado pela liberdade. Espero vocês no dia Primeiro.
De seu pastor e amigo,
Pr. Neil Barreto


